Os astrónomos encontraram a galáxia mais distante no tempo e no espaço de que há registo. Segundo os investigadores a EGS-Zs8-1 remonta a cerca de 670 milhões de anos antes do Bing Bang. 

A descoberta foi feita  há já dois anos por Pascal Oesh, astrónomo da Universidade de Yale,  através do telescópio Hubble . Contudo só agora, com a ajuda de outros cientistas da Universidade de Yale e da Califórnia, foi possível calcular a idade exata da galáxia de cor azul. 
 
Foi ainda necessário o recurso ao telescópio Splitzer, para os investigadores descobrirem que a EGS-Zs8-1 está a 13.1 mil milhões de anos-luz (cada ano-luz equivale a 9.3 biliões de quilómetros) na constelação Bootes, batendo assim o recorde da galáxia mais longínqua por cerca de 30 milhões de anos. 

Segundo Garth Illingworth, astrónomo da Universidade da Califórnia, a foto cedida pela NASA e pela Agência Espacial Europeia retrata um momento crucial de quando as galáxias e as estrelas se estão a começar a formar no universo, depois daquela que é chamada a Idade das Trevas. 

"Estamos a olhar para uma criança que está a crescer rapidamente", afirma Illingworth. 

O investigador acrescenta que a  EGS-Zs8-1 já deu 80 vezes origem a mais estrelas que a Via Láctea dá atualmente e garante ainda que, se não fosse a presença do Sol, a galáxia iria ter uma cor muito mais azul. 

A NASA considera improvável que a galáxia se mantenha como a mais distante durante muito tempo, já que, em 2018, será lançado o telescópio espacial James Webb, que irá estudar cada fase da história, desde as primeiras luzes do Bing Bang até a evolução que deu origem ao nosso sistema solar, e prevê encontrar novas galáxias.