O eclipse total do Sol e a superlua são dois dos fenómenos astronómicos que acontecem nesta sexta-feira e que prometem deixar os portugueses de olhos postos no céu. Acontecem no mesmo dia em que se dá o equinócio de primavera, que marca a mudança de estação.

Durante o equinócio - palavra que deriva do latim «noites iguais» - dia e noite vão ter aproximadamente a mesma duração. O fenómeno propriamente dito, acontece cerca das 22:45, quando o sol, que a essa hora se encontra do outro lado da Terra, ilumina diretamente o equador. Essa é também a hora exata em que se inicia a primavera.

O dia vai, no entanto, começar com um eclipse total do Sol - que será visto como apenas parcial em Portugal. O fenómeno ocorre entre as 8:00 e as 10:00, na manhã desta sexta-feira, mas são necessários alguns cuidados para o observar.

Cuidados a ter para observar o eclipse

O Sol emite radiação luminosa infravermelha, visível e ultravioleta. Mas o perigo está na quantidade emitida. O olho humano não se encontra preparado para observar diretamente o Sol, bastando uma observação de um minuto para causar danos permanentes.

Não é o eclipse em si que é perigoso, mas sim a observação direta do Sol. Existem, no entanto, formas de o fazer em segurança. Mas o Observatório Astronómico de Lisboa (OAL) alerta, no seu site, para que mesmo com equipamento ótico adequado, as observações devem ser limitadas a 30 segundos, com intervalos de pelo menos 3 minutos entre cada observação.

O OAL alerta também para os perigos da utilização daquilo a que chama pseudofiltros. CDs, DVDs, óculos de sol, películas de raios-X ou fotográficas ou vidros fumados, entre outros não são dispositivos de proteção eficazes e devem ser evitados.

Apesar do olho humano ter mecanismos para lidar com as radiações solares, o olho não se encontra preparado para lidar com a exposição causada pela observação direta. Algo que é especialmente verdade no caso das crianças, pois as suas retinas recebem muito mais radiação que um adulto.

A lesão provocada pela sobre-exposição solar é indolor e pode provocar distorção das imagens ou alteração das cores e é, quase sempre, permanente e irreversível.

O dia termina com superlua

A superlua será o terceiro fenómeno celestial de sexta-feira. O fenómeno da-se quando lua, alcança o perigeu, ou seja, o ponto da sua órbita em que está mais próxima da Terra. Isto faz com que a lua pareça um pouco maior no céu do que habitualmente.

A lua encontra-se, em média a 380 mil quilómetros da terra, mas a sua órbita é elíptica. Este facto faz com que esta distância oscile «entre os 360 mil e pouco mais de 400 mil quilómetros», explicou Paul Delaney, professor de astronomia na Universidade de York à «CBC».

Ao contrário do eclipse, não há qualquer perigo na observação da superlua, no entanto, esta sexta-feira a lua encontra-se na sua fase nova, o que prejudica a sua visibilidade.

A próxima superlua na fase cheia deverá acontecer a 29 de agosto.