O eclipse total da Lua mais longo do século irá ocorrer no dia 27 de julho. E vai poder ser deslumbrado em quase todo o mundo.

O fenómeno vai demorar quatro horas e, se estiver na Europa, na Ásia, na Austrália, na África ou na América do Sul vai poder observá-lo. Os Estados Unidos é que não vão ter tanta sorte, pois o eclipse não vai poder ser visto lá. 

De acordo com a revista TIME, o momento principal, que é quando a sombra da Terra cobre a Lua e gera uma completa escuridão, vai durar cerca de uma hora e 43 minutos. 

Mas ainda que possa ser observado em quase todas as regiões do mundo, há sítios onde vai ser mais fácil capturar uma boa fotografia. Segundo os atrónomos, as melhores imagens vão ser tiradas quando a Lua ficar vermelha nos países do este de África, em alguns da Europa e outros da Ásia. 

O eclipse da Lua acontece quando a Terra fica entre a Lua e o Sol e a sombra da Terra cobre a superfície lunar. De acordo com a NASA, a Lua fica vermelha durante este fenómeno, uma vez que a luz do sol atravessa a atmosfera da Terra durante o pôr do sol e o nascer do sol e essa luz é refletida na Lua. 

A vista para a "Lua sangrenta" será muito diferente do eclipse solar de 2017, em que a Lua passou à frente do Sol e os ceús ficaram escuros. 

No início deste ano, foi registado um eclipse total da Lua, o que não acontecia desde 1982, mas só foi visível na Austrália e na Ásia.  

Os especialistas asseguram que é perfeitamente seguro olhar para o eclipse da Lua a olho nu. O que não acontece quando se trata de um eclipse solar, em que é mesmo recomendado proteger os olhos da luz brilhante do Sol. 

Para poder observar melhor este fenómeno, deve ir à rua várias vezes durante a noite para conseguir apanhar as várias fases do eclipse.