Um novo dinossauro, chamado «Dreadnoughtus schrani», foi apresentado esta quinta-feira e já é considerado o dinossauro com o esqueleto «mais completo» que alguma vez foi encontrado.

Esta espécie tinha cerca de 26 metros de comprimento e pesava cerca de 60 toneladas.

O nome deve-se às impressionantes medidas do animal - «Dreadnought» significa «que não teme nada» -, que era 13 vezes maior do que um elefante, como explica a coordenadora da equipa de escavações.

«Com um corpo do tamanho de uma casa, o peso de uma manada de elefantes e uma cauda usada como arma, ele não devia ter medo de nada», explicou Kenneth Lacovara, da Universidade de Drexel, em Filadéfia, Estados Unidos.



O animal viveu há 77 milhões de anos na Patagónia argentina, onde, de resto, habitaram os maiores dinossauros que existiram na Terra, e pertencia à família dos titanossauros - os dinossauros herbívoros.

O seu fóssil foi descoberto em Santa Cruz, uma província da Argentina, em 2005. Durante quatro escavações, entre 2005 e 2009, a equipa encontrou mais de 70% dos ossos, exceto os da cabeça, o que perfaz 45% do conjunto do esqueleto.

Assim, os paleontólogos conseguiram descrever detalhadamente o animal e calcular de forma credível as suas medidas.



Para os cientistas, este é o melhor exemplar de animais gigantescos que existiram na Terra. Segundo Matthew Lamanna, do Museu de História Natural Carnegie, em Pittsburgh, que também fez parte da equipa de escavações, os maiores titanossauros continuam a ser um mistério porque, em quase todos os casos, os seus fósseis estão muito incompletos.



O fóssil do «Dreadnoughtus», que pertence ao governo argentino, foi transferido para os Estados Unidos para ser analisado na Universidade de Drexel e no Museu de História Natural Carnegie. Será devolvido à Argentina em 2015.