Portugal encontra-se entre os cinco países da União Europeia que mais progrediram no último ano e apresentam um resultado acima da média no domínio digital, tendo subido ao 14.º posto do “ranking” europeu, revela um estudo da Comissão Europeia.

O “Índice de Digitalidade da Economia e da Sociedade” de 2016, que a Comissão Europeia apresentará na quinta-feira de manhã em Bruxelas, revela que Portugal obtém uma classificação global de 0,53 pontos (a pontuação vai de 0 a 1), passando à primeira metade da tabela, no 14.º posto, ligeiramente acima da média comunitária (0,52 pontos), quando no ano passado era 16.º, com 0,49 pontos.

Portugal integra, assim, no índice deste ano o grupo dos países que estão a evoluir mais rapidamente (juntamente com Holanda, Estónia, Alemanha, Malta e Áustria), embora se mantenha longe dos lugares de topo do “ranking” europeu no domínio digital, ocupados por Dinamarca, Holanda, Suécia e Finlândia, todos próximos dos 0,7 pontos.

Elaborado com base em indicadores estruturados em cinco vertentes – conectividade, capital humano, utilização de internet, integração das tecnologias digitais e serviços públicos digitais – o relatório aponta que Portugal dispõe de serviços públicos “online” avançados (ocupando mesmo o 8º lugar nesta categoria, entre os 28 Estados-membros), um “desempenho acima da média na digitalização das empresas) e redes de banda larga que asseguram uma boa cobertura, estando a Internet rápida disponível para 91% das residências.

A Comissão Europeia sustenta que nesta fase “o maior desafio para o país é melhorar as competências digitais dos seus cidadãos”, pois cerca de metade da população não tem competências digitais básicas, e levá-los a aderirem às atividades em linha (28% nunca utilizaram a Internet), “para que possam participar plenamente na economia e na sociedade digitais”.

Em termos gerais, o executivo comunitário adverte todavia que “são necessárias medidas, tanto a nível nacional como da UE, para eliminar os obstáculos que impedem os países da UE de beneficiar plenamente das oportunidades proporcionadas pelas tecnologias digitais”.

A UE está a progredir mas não à velocidade desejável. Não podemos cruzar os braços. São necessárias medidas para recuperar o atraso que nos separa do Japão, dos Estados Unidos e da Coreia do Sul”, comentou o comissário europeu com a pasta da Economia e Sociedade Digitais, Günther Oettinger.