Os criadores do Airlander Ten acreditam que a aeronave pode mudar radicalmente o transporte aéreo, tal como o conhecemos. Na verdade, isto já foi dos militares, mas os inventores compraram-no de volta ao exército norte-americano, e agora estão a readaptar o projeto, para usos mais comerciais. Continua a ser um balão, um dirigível. Mas a aerodinâmica especial do Airlander permite-lhe ganhar altitude como se fosse um avião.

 

 “40% do seu poder de elevação advém da sua forma em asa. Os outros 60% resultam de estar cheio de hélio, mais leve que o ar. E é isso que faz a diferença: é uma fusão de várias tecnologias em conjunto. Por fim, tem baixas emissões de carbono. Somos muito ‘verdes’", afirma Chris Daniels, diretor de comunicação da Hybrid Air Vehicles.

Como o Airlander pode andar só com um motor, gasta menos 70% de combustível do que um avião tradicional. E isto mesmo sendo a aeronave mais comprida do mundo, com 92 metros.A bordo, uma tripulação de duas pessoas, e até 250 passageiros, numa cabina por debaixo da fuselagem.

 

Os motores em cada extremo podem rodar sobre si próprios; e servem para ganhar impulso para cima ou para baixo - como se fosse um helicóptero. Mas há mais truques.

 

 “Temos hélio dentro do casco, que é o que levanta toda a estrutura. Depois podemos carregá-lo. E tudo isso sobe, graças à aerodinâmica desta fuselagem, ou por força dos motores, com impulsos direcionados. Todo o casco é mantido sob pressão; não existe qualquer estrutura interna. Há só uma membrana, uma pele exterior. Isto é uma amostra do tecido. Como podem ver, é muito fino. Mas é incrivelmente resistente também”, explica Mike Durham, diretor técnico da Hybrid Air Vehicles.

 

 

 “Ele consegue aterrar na vertical, mesmo quando está muito pesado, completamente carregado. Para aterrar quase não precisa de espaço, menos até que o seu próprio comprimento. Não precisa sequer de uma "pista". Basta-lhe uma superfície razoavelmente plana. Pode aterrar na água, no gelo, num pântano, em qualquer superfície suficientemente plana”, revela o diretor-executivo da Hybrid Air Vehicles, Steve McGlennan.

O primeiro teste de voo inaugural foi em Agosto de 2012, há quase três anos. A empresa inglesa tem planos ambiciosos, que incluem uma viagem de duas voltas ao mundo, a passar por algumas das maiores cidades do planeta.

Da última vez que espreitámos, a campanha de “crowdfunding” ainda estava aberta, e portanto qualquer um pode investir.

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