Um novo estudo da Universidade da Pensilvânia revela que os cérebros de homens e mulheres são diferentes ao nível das ligações entre hemisférios, o que pode indicar uma maior aptidão para realizar certas tarefas, consoante o sexo de um indivíduo.

O estudo publicado no jornal Proceedings of the National Academy of Sciences indica que os homens podem ser melhores a aprender e a realizar uma tarefa singular, devido a terem um maior número de ligações entre os hemisférios do cérebro.

Por sua vez, as mulheres podem ter uma memória melhor, mais aptidão social e maior eficácia na realização várias tarefas ao mesmo tempo, devido a uma maior interligação entre as duas partes do cérebro.

As mulheres têm, ainda, uma maior aptidão para o mundo «social». O estudo aponta que elas têm melhores capacidades no que toca a ler «as mentes» dos outros, a estarem mais atentas às subtilezas do mundo que as rodeia e a processar melhor toda a informação recolhida.

Estas diferenças justificam-se ao nível físico do cérebro, que nos homens contém mais fibras nervosas enquanto nas mulheres tem mais «massa cinzenta», isto é, possui mais células e neurónios.

O autor do estudo, Ruben Gur, citado pela Skynews, afirmou que «é impressionante constatar o quanto os cérebros dos homens e mulheres se completam».

«Os mapas detalhados dos cérebros não só nos ajudam a perceber melhor as diferenças entre homens e mulheres, como também nos dão uma maior perceção das origens de problemas neurológicos, que estão normalmente associados ao género», disse Gur.

O estudo envolveu perto de 1000 crianças e jovens adultos com idades compreendidas entre os 8 e os 22 anos. As diferenças significativas nos cérebros encontraram-se maioritariamente nos indivíduos com idade igual ou superior a 13 anos.