A maioria das pessoas que recorrem a suplementos de perda de peso não estão plenamente informados sobre a segurança e eficácia dos mesmos.

A informação é avançada por um estudo da «Consumer Reports», revelado esta terça-feira, que se baseia numa amostra de três mil norte-americanos para afirmar que são poucos os que experimentaram este tipo suplementos e conseguiram obter resultados e mantê-los.

O estudo mostra que um terço das pessoas não obteve qualquer tipo de resultado, e que apenas 9% da amostra conseguiu manter o peso atingido.

Mas, ainda assim, os suplementos não podem obter o crédito sozinhos, sendo que 85% das pessoas que atingiu a meta pretendida e manteve o peso, acompanhou a dosagem com uma alteração na dieta e com um plano de exercícios físicos.

Cerca de 20% das pessoas que usam produtos de perda de peso acredita que são seguros e testados pela Agência de Controlo de Alimentos e Medicamentos dos EUA (FDA). No entanto, ao contrário do que acontece com os medicamentos prescritos, este tipo de suplementos não estão sujeitos aos mesmos critérios rigorosos, que exigem aos fabricantes a realização de testes de segurança e eficácia, antes de serem aprovados. Estes produtos, assim como os alimentos, são considerados seguros, até que haja relatos contrários por parte dos consumidores.
 
Cerca de 20% dos entrevistados acreditava que, por serem «naturais», os suplementos eram mais seguros do que os medicamentos prescritos, mas investigações recentes revelam que muitos destes produtos dietéticos contêm substâncias banidas por razões de segurança. Um dos estudos concluiu mesmo que dois terços dos suplementos de perda de peso incluem este tipo de ingredientes.

A investigação revela ainda que estes produtos nem sempre são benignos, tendo por base os relatos de metade dos consumidores entrevistados, que apontam para pelo menos um efeito colateral, desde a boca seca e constipação, a  problemas digestivos mais graves, diarreia, e aumento da frequência cardíaca.