Uma equipa de cientistas norte-americanos detetou pela primeira vez as «ondas gravitacionais primordiais» geradas após o Big Bang, através de um telescópio instalado no Polo Sul.

A descoberta anunciada pelo Centro Harvard-Smithsoniam para a Astrofísica de Massachusetts, EUA, que os especialistas afirmam ser digna de Prêmio Nobel, foi divulgada segunda-feira pela revista britânica «Nature».

A revelação da equipa dirigida por John Kovac permite reforçar a teoria da inflamação cósmica adiantada, em 1980, pelo físico teórico Alan Guth, do instituto de Tecnologia de Massachusetts.

Esta teoria, que dependia da descoberta das ondas gravitacionais geradas pelo Big Bang, há 13,8 mil milhões de anos, defende o aumento exponencial do universo desde o mais pequeno dos átomos até ao tamanho de uma bola de futebol.

Segundo a revista britânica, o BICEP2, telescópio que estuda a radiação cósmica de fundo (CMB), capturou instantaneamente ondulações minúsculas no tecido espácio-temporal produzido pelo Big Bang, durante a sua propagação pelo Universo há 380 mil anos.

Apesar de haver provas que davam força a teoria da inflação cósmica, a descoberta das ondas era considerada como crucial.

«Esta é uma prova cosmológica nova e independente que mostra que a imagem inflacionária ajusta-se no seu conjunto», declarou Guth, à revista britânica.