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Deputados propõem registo online para transações de ouro

Grupo de trabalho sugere que seja da responsabilidade da Polícia Judiciária

Por: tvi24 / CP    |   2012-05-09 14:48

A criação de um registo online para os comerciantes do setor do ouro submeterem a informação das transações feitas é uma das propostas do grupo de trabalho sobre compra e venda de ouro, que funciona no Parlamento.

A proposta consta do relatório do grupo de trabalho que foi apresentado esta quarta-feira na comissão parlamentar de Economia e será agora objeto de um projeto de resolução.

Os deputados do grupo de trabalho - Eurídice Pereira (PS), Eduardo Teixeira (PSD), João Paulo Viegas (CDS-PP) e Agostinho Lopes (PCP) - sugerem que este registo na Internet seja da responsabilidade da Polícia Judiciária (PJ).

Os comerciantes devem submeter nesta plataforma informática a informação sobre as transações feitas, no «prazo máximo de 24 horas após a sua ocorrência», sendo-lhes atribuída uma palavra-passe para o efeito.

Os campos a preencher e os tipos de artigos abrangidos, acompanhados pela respetiva fotografia, serão definidos pela PJ, com o parecer das entidades que forem consideradas adequadas.

«É desejável que esta plataforma informática seja concebida de modo que, com o tempo, seja possível o cruzamento de informação, por certo da maior importância para o sucesso dos processos de investigação», realçam os deputados.

Os parlamentares defendem também que as fotografias dos artigos possam estar acessíveis ao público, o que consideram que pode ser uma ferramenta útil nos casos de investigação.

Outra das propostas é a criação de uma «matrícula exclusiva para compra e venda de artefactos de metal precioso usado», que deve, obrigatoriamente, definir como requisito a existência de um técnico habilitado/credenciado, «que detenha conhecimentos que permitam credibilizar as avaliações».

Os deputados sugerem ainda um aumento do número de avaliadores oficiais e que a afixação da cotação diária do ouro seja obrigatória nos estabelecimentos.

«Face à realidade atual, um avaliador por comarca, com exceção das cidades de Lisboa e Porto, é manifestamente insuficiente», argumentam.

O grupo de trabalho defende ainda que o novo Regulamento das Contrastarias «tem urgentemente de substituir o atual», que considera ser «desadequado».

Os deputados dizem ainda que o novo Regulamento das Contrastarias «deve ser aprovado, no máximo, a tempo de entrar em vigor antes da renovação das próximas matrículas: janeiro de 2013».

Segundo dados do relatório, no primeiro trimestre deste ano, abriram, em média, duas novas lojas de compra e venda de ouro por dia, conforme noticiou a Lusa no domingo.

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EM BAIXO: Mais de 2500 peças de ouro roubado expostas (Foto Lusa)
Mais de 2500 peças de ouro roubado expostas (Foto Lusa)

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