Os hospitais públicos têm sites na Internet com mais informação e conteúdos, embora as páginas das unidades privadas sejam mais atualizadas, interativas e com informação mais fácil de encontrar, segundo uma análise da associação Deco.

De acordo com um artigo publicado hoje, a associação de defesa do consumidor Deco analisou 68 sites na Internet de hospitais portugueses, 44 do Serviço Nacional de Saúde (SNS) e 24 de unidades privadas.

As unidades públicas forneciam mais informação, embora, muitas vezes, difícil de encontrar e desatualizada.

Já os sites dos privados “favoreciam a interatividade e eram mais fáceis de usar”.

“No geral, os hospitais privados proporcionam melhores ‘experiências’ de utilização: entre os 10 melhores classificados encontram-se apenas dois públicos (Beatriz Ângelo, em Loures, e Cova da Beira, na Covilhã)”, refere o estudo da Deco.


Contudo, a informação mais específica dos hospitais públicos – como serviços existentes, direitos e deveres dos utentes e cuidados a ter na realização de exames – é mais vasta do que a fornecida pelos privados.

Ainda assim, em 30% das unidades do SNS analisadas não constam os tempos de espera para consultas, cirurgias e exames médicos, dados que a Deco diz serem “vitais para que os cidadãos possam fazer valer os seus direitos”.

A Deco destaca ainda que em 71% dos sites privados é possível os utentes marcarem consultas ou exames pela Internet.