Sobem às pontes mais altas e ao topo dos edifícios mais vertiginosos para captar, de ângulos privilegiados, imagens das melhores vistas das cidades. No meio disto, há quem ainda se atreva a tirar selfies.

Destemidos como super-heróis, há mesmo quem os chame de «daredevils» - uma referência à personagem da banda-desenhada «Demolidor». Utilizam os smartphones e as redes sociais para partilhar com o mundo as suas aventuras. O sucesso de cada fotografia mede-se em gostos, comentários e partilhas.





Não se sabe quando é que o fenómeno começou e ainda não há um nome para o movimento, mas uma coisa é certa: a adesão é universal. Dos arranha-céus de Nova Iorque ao topo dos edifícios da Rússia, uma pesquisa rápida nas redes sociais permite concluir que os cenários podem ser vários para uma paixão comum: a fotografia captada a grandes alturas.



Paixão pela fotografia? Adrenalina devido à altitude? Que razões movem estes «daredevils» do mundo real?

«Sentir a cidade de um ângulo que não tem qualquer obstrução é mágico, e vale por todos os riscos associados», explica Tom Ryaboi, um «daredevil» de Toronto, Canadá, ao «Independent».

Ryaboi explora o topo dos edifícios de Toronto desde 2007. Em 2011, tirou aquela que se tornou numa fotografia icónica do movimento, com a legenda «Vou tornar-me famoso», em inglês. Agora, o fotógrafo tem mais de 10 mil seguidores na conta do Instagram.





A semana passada, um trio de «daredevils» subiu ao topo de um arranha-céus de Hong Kong e registou um vídeo que se tornou viral. Poucos dias depois da partilha, já contava com mais de 1,4 milhões de visualizações.





Pelo desafio, pelo risco, ou apenas pela fotografia, a verdade é que muitos «daredevils» tentam escalar estruturas que a legislação não permite e acabam detidos pelas autoridades.

Esta semana, por exemplo, um cidadão russo que tentou subir à ponte de Brooklyn, em Nova Iorque, foi acusado pela polícia de comportamento irresponsável e o passaporte foi-lhe retirado.