O que está a dar agora, pelo menos aqui no stand da Fujitsu, é a leitura da palma da mão. Não é ir à vidente: isto lê as veias dentro da mão. 

Tenho de registar a minha mão e apenas isso. Aqui, certo? Como faço? Sim, é como fazemos, e para começar vamos gravar o seu padrão biométrico neste cartão de identificação. Vamos começar. Esperamos um momento… e pode colocar a sua mão agora. Só tenho de fazer isto uma vez. Sim.

Agora passamos o cartão aqui e guardamos nele os seus dados biométricos pessoais.

E isto é seguro? Se alguém roubar este cartão, rouba a minha mão, por assim dizer?

Na verdade não, porque só contém a informação biométrica pessoal e outra pessoa não poderá fazer nada com ela se não tiver... a sua mão.

E agora, o que podemos fazer com isto?

Podemos fazer pagamentos, por exemplo. Este é o seu cartão de identificação pessoal e com ele podemos por exemplo ir tirar um café à máquina, e pagar com a sua mão.

O primeiro café da manhã, pago com a palma da mão. Vamos a isso.

Agora a graça é, eu obviamente neste cartão não tenho dinheiro, não existo na Fujitsu. A Maggie fez o favor de pegar no cartão dela e dar-me um crédito para eu tirar um café. Se eu fosse empregado aqui tinha aqui dinheiro guardado. Digo que sou eu com o cartão, confirmo com a minha mão. Podia desbloquear portas e laptops. É o meu vidente preferido nesta feira da tecnologia. Já agora não tem adoçante, não?
 
Os telefones são o culminar de todos os sistemas que usamos. Todos os nossos dados pessoais estão disponíveis ali. É forçoso que os protejamos sem que se torne uma inconveniência para os utilizadores.

A leitura de impressões digitais não é apenas «velha»: na verdade não é mesmo grande coisa. Há tecnologias muito superiores – e nomeadamente, o reconhecimento da íris ocular, que é muito mais seguro. É quase dez vezes melhor que as impressões digitais, em todos os sentidos. E é muito fácil, muito rápida de usar, como podem ver ali atrás. Vamos ter telefones da Fujitsu equipados com esta tecnologia de reconhecimento da íris – dez vezes mais seguros, portanto.

E se pretendermos ainda melhor segurança, também a temos, só que ainda não cabe nos telefones. Já a temos nos portáteis e nos tablets, mas os sensores são grandes demais para os telefones – para já. Correntemente, a melhor tecnologia de segurança para os telefones é isto ali atrás, o reconhecimento da íris. Melhor que isso… só a leitura da palma da mão, ainda mais segura.

Eu acredito que a NSA, o FBI, a CIA, andem a usar coisas destas, mas será que isto se aplica ao normal utilizador, o tipo que o usa no dia-a-dia? Completamente.

Mas isto parece ficção científica! De uma forma geral as tecnologias biométricas avançaram imenso nos últimos anos. E deixe-me voltar a sublinhar: não são difíceis de usar, não são inconvenientes, estão a aparecer em todo o tipo de aparelhos, e portanto recomendamos que toda a gente as use. São fáceis de usar.

Este anel não foi patenteado a tempo de ser mostrado na Europa, nesta Feira. É uma espécie de rato, mais virado para quem trabalhe numa fábrica, por exemplo, deixando-lhe as mãos livres para fazer outras coisas. Mas também pode funcionar como um mecanismo de segurança, para abrir portas e desbloquear máquinas ou computadores.
 
INFORMAÇÃO LED

As surpresas da Fujitsu incluem por exemplo esta tecnologia capaz de embeber informação na luz. Esta garrafa de saké, por exemplo: quando apontamos o telemóvel para o rótulo ele dá-nos mais informação sobre o saké e a companhia que o produz. É informação que não está no rótulo, não é um QR Code. É informação que está no LED com que o rótulo é iluminado. Imagine como isto pode funcionar numa montra, por exemplo.

De uma maneira mais fácil, estamos a ver televisão. Está a passar um anúncio a café. Na luz do ecrã, sem darmos por nada, está essa informação complementar. No caso, quem se deu ao trabalho de ver o anúncio recebe por exemplo um vale de desconto na próxima compra daquela marca de café. Mais gracinhas? Agora,

Isto está obviamente pensado para ajudar trabalhadores em fábricas a sério que lidam com centenas, milhares de peças todos os dias. Consigo pensar numa fábrica de mobiliário sueco. Pelo cantinho do olho estou a receber informação, animações gráficas, que me dizem se agora preciso de um 1038 ou de um 1036 e em que buraquinho vão ter de ser instaladas. É o futuro mãos-livres dos trabalhadores das fábricas que temos hoje em dia.
Qual é que é o 36 e qual é que é o 38?

VEJA MAIS EM NXT - O PRÓXIMO PASSO