A rede social Snapchat foi acusada de expor conteúdos sexuais a menores, sem qualquer tipo de restrição.

O caso foi denunciado por uma mulher depois do seu filho, de 14 anos, ter visto conteúdos adultos sem qualquer de censura ou advertência.

Em causa estão, segundo o El País, perfis de sites noticiosos como a Cosmopolitan, o Vice e o BuzzFeed que partilharam temas relacionados com prazer sexual, prostituição e personagens da Disney em cenários eróticos. Os conteúdos estavam, segundo a mesma fonte, disponíveis do separador “Discover” (descobre, em português), utilizado para explorar publicações populares na rede.

Para aparecerem neste separador, os distribuidores de notícias têm de pagar uma taxa à rede social, que irá alterar o algoritmo que condiciona a partilha e as visualizações.

A queixa apresentada tem ainda como base os termos e condições de utilização defendidos pelo próprio Snapchat, que afirma monitorizar a segurança dos utilizadores mais novos.

Atualmente, esta rede social tem mais de 110 milhões de utilizadores em todo o mundo, sendo uma larga maioria menor de idade.

Milhões de pais nos Estados Unidos não sabem que o Snapchat publica conteúdo profundamente sexual e ofensivo para os seus filhos”, refere a denúncia, cujo documento original em inglês foi publicado, na íntegra, na internet.

“Os adultos são livres de consumir este tipo de material, mas o Snapchat não diferencia o conteúdo oferecido aos utilizadores adultos ou crianças. Isso é uma violação da lei federal e estatal do consumidor”, lê-se ainda na queixa.

Um porta-voz da rede social, avaliada em mais de 20 mil milhões de dólares, pediu desculpas pelas ofensas, mas esclareceu que “os sócios do Discover têm independência editorial” e o Snapchat apoia-los.