O Facebook prepara-se para seguir o exemplo da Apple e pagar às suas funcionárias para que congelem os óvulos e assim prossigam com as suas carreiras.

Segundo a NBC, as empresas argumentam compreender que hoje em dia ainda é muito difícil para uma mulher conciliar carreira com família, pelo que, ao «patrocinarem» este ato médico, estão a investir nas mulheres.

A isto chama-se «congelar os óvulos para libertar a carreira» das mulheres, como a Blomberg intitulou uma reportagem, de maneira a travar a pressão do relógio biológico. Os médicos ainda se mostram um pouco céticos no recurso a este esquema para atrasar a maternidade e alertam que uma mulher deve congelar pelo menos vinte óvulos para ter algumas garantias, um dia mais tarde, de conseguir engravidar por inseminação artificial.

No entanto, a ideia parece ser bem aceite pela população feminina norte-americana cujos pedidos para congelar os óvulos praticamente duplicaram no último ano.

Como vimos, há empresas que pagam para as mulheres congelarem os óvulos. Mas, em paralelo, há um novo negócio a nascer: o do crédito para congelar os óvulos.

A questão é complexa e gera análises sociais, religiosas, psicológicas e até geracionais. Apesar de tudo, é vista como a maior revolução na vida das mulheres depois da pílula contracetiva.