Um relatório divulgado esta terça-feira sobre o comportamento online dos jovens revela dados perturbadores. Analisadas mais de quatro mil imagens e vídeos durante um trimestre, a investigação da Internet Watch Foundation, feita em colaboração com a Microsoft, conclui que os jovens têm um comportamento «sexual» na rede.

São mais raparigas do que rapazes (93 por cento). E são novos, demasiado novos. Há mesmo o caso de uma menina, que não tem mais de sete anos, em lingerie. Dos vídeos analisados, 667 mostram crianças com menos de 15 anos e, destes, 286 presume-se que tenham menos de dez anos.

Alguns dos vídeos revelam comportamentos sexuais explícitos e outros foram classificados de «sextorsão», como o caso relatado pelo «The Telegraph» de uma menina com cerca de dez ano que chora compulsivamente, mas que é coagida a revelar-se. Nestes casos, as crianças são alvo de chantagem porque, caso não cedam, os vídeos ou imagens anteriores serão divulgadas.

A associação para proteção em rede mostra também a sua preocupação pelos jovens e crianças não terem cuidado em proteger os seus dados, a sua localização. Em muitos casos nem escondem o seu nome verdadeiro.

O relatório alerta que, até mesmo no caso das crianças mais velhas, que acham excitante o perfil sexual, não têm noção das consequências: «Os conteúdos são partilhados vezes sem conta e vão permanecer online durante muitos anos, algo que podem arrepender-se no futuro e ter graves consequências».