A sonda Rosetta, que estuda a origem e a evolução do sistema solar, atingiu esta quinta-feira um novo marco, após o cometa 67P/Tchourioumov-Guérassimenko passar pelo ponto da sua órbita mais próximo do sol.

O encontro entre o cometa e o Sol permitiu enriquecer a abundante colheita de dados da sonda europeia Rosetta, que vai permitir compreender melhor o surgimento da vida na Terra, indica a Lusa.

Segundo a Agência Espacial Europeia, os cometas são “cápsulas do tempo”, que têm matéria da época em que se formaram o Sol e os planetas e estudar aquela matéria vai permitir decifrar a evolução do sistema solar.

O cometa, que é feito de gelo, minerais e partículas orgânicas, passou a 186 milhões de quilómetros do Sol e 264 milhões de quilómetros da Terra.

A sonda europeia Rosetta assistiu à passagem a uma distância de 330 quilómetros com todos os instrumentos ativos para tirar fotografias, recolher grãos de poeira e sentir o cheiro do gás.

A Rosetta é a primeira sonda da história a encontrar-se com um cometa, a acompanhar a sua órbitra em redor do sol e a posar um módulo na sua superfície.

A sonda iniciou a sua viagem a 2 de março de 2004. Após uma viagem de 6.400 milhões de quilómetros por todo o sistema solar, viu o cometa em agosto de 2014 e no último ano tem analisado o seu interior, superfície, poeira e gás.

A Associação Americana para o Avanço da Ciência publicou em julho que algumas das matérias encontradas na poeira do cometa são considerados percursores da vida.