A sonda espacial, lançada em 2004, com o objetivo de estudar o planeta Mercúrio colidiu às 21:00, desta quinta-feira, com a superfície do planeta dando por terminada a missão Messenger. O anúncio vem da NASA que garantiu que a sonda cumpriu a missão com sucesso. Como era esperado pelos cientistas, da Agência Espacial Norte-americana, a colisão da nave de apenas três metros deu-se a 3,91 quilómetros por segundo, o que fez surgir uma enorme cratera. Este tipo de «buracos» são frequentes no planeta devido à atmosfera pouco densa que leva ao frequente impacto de meteoritos. De acordo com o principal investigador, Sean Solomon, esta é a primeira vez em 30 anos que uma sonda entra na órbita de Mercúrio.

Através de uma «imensa lista de descobertas» foi possível mudar a forma de observação de «todo o interior do sistema solar»  e caracterizar a composição química da superfície, a natureza do campo magnético, o tamanho e estado do núcleo planetário, bem como investigar a existência de gelo no pequeno sistema solar do planeta.

«A missão Messenger vai continuar a beneficiar os cientistas com novos resultados e com o início da próxima fase desta missão - analisar os dados já nos arquivos e revelar os mistérios de Mercúrio», afirmou o diretor da associação das missões de ciência da NASA em Washington, John Grunsfeld.


Para além dessas descobertas, possibilitou também testar com sucesso novas tecnologias que permitem proteger os instrumentos e componentes elétricos da radiação solar direta, proveniente da grande proximidade do Sol.

A queda da sonda deveu-se à forte atração gravitacional exercida pelo Sol sobre Mercúrio, que é o planeta mais próximo do «astro-rei», como também devido ao fim do combustível, que representava metade do peso da sonda, o que fez com esta perdesse altitude.

A sonda já tinha completado a missão em março de 2012, mas a colisão foi adiada por duas vezes, o que permitiu o envio de imagens detalhadas da superfície do planeta e a gravação de informações importantes.