Cinco adolescentes de Braga, com idades entre os 15 e os 16, inventaram um sensor que consegue detetar mais rapidamente incêndios florestais. O produto já foi patenteado e ganhou dois prémios nacionais e um prémio europeu na categoria de empreendedorismo empresarial jovem em novas tecnologias.

Diogo Vale, Maria Afonso, Taís França, Matilde Mendes e Margarida Machado não ficaram indiferentes à tragédia dos grandes incêndios de outubro de 2017. A catástrofe deu origem ao projeto "Ignis Capsule".

Trata-se de uma cápsula subterrânea com um sistema rádio e um sensor de temperatura à prova de água alimentados por uma bateria. De seis em seis horas, emite um sinal de vida aos bombeiros. É neste sinal que está o alerta às autoridades: quando o sensor deteta uma subida anormal da temperatura, a informação é enviada aos bombeiros.

Para esta comunicação, foi também desenvolvida uma aplicação pela Extinctus Enterprise, a empresa criada pelos jovens.

Tal como a empresa, cujo nome, tem origem no latim "extinto", a cápsula Ignis remete para "fogo".

Pelas contas dos alunos, produzir este sensor tem um custo de cerca de 40 euros. Para ser eficaz, basta instalar quatro por hectare. Assim, conseguirá não só captar o nascimento das chamas de forma mais rápida, como também a intensidade e a direção.

Ideia premiada internacionalmente

Além de ganharem o concurso nacional de ideias do Junior Achievement Portugal, ao qual se candidataram mais de seis mil jovens, venceram o concurso de ideias inovadoras do "Portugal Inovação Social".

Os cinco alunos do Colégio Luso-Internacional de Braga convenceram os jurados da competição europeia dedicada à inovação e empreendedorismo da Junior Achievement, na Sérvia, da eficácia do projeto.

Em Belgrado, valeu à equipa o prémio, depois de mostrarem que com esta cápsula conseguem aumentar a eficácia das forças de combate aos incêndios e a sustentabilidade ambiental.

A competição europeia contou com mais de 200 participantes de 38 países diferentes.