Um vírus gigante, datado de há 30 mil anos, foi desenterrado de uma zona remota da Sibéria, na Rússia.

Pithovirus é o nome da bactéria ancestral, que afeta micro-organismos como Amoebas. Os investigadores responsáveis pela descoberta explicaram que não à perigo de infeção, tanto para humanos como para animais. A descoberta, levada a cabo por exploradores de instituições russas e francesas, foi publicada esta semana na Academia Nacional de Procedimentos de Ciências dos EUA.

O Pithovirus «mostra como é incompetente o nosso conhecimento da biodiversidade microscópica, quando se trata de explorar novos ambientes» explicou o Centro Nacional de França para a Investigação Científica.

«Isto é um indicativo de que os vírus patogénicos, para os seres humanos ou animais, também podem ser preservados em camadas antigas de permafrost (camada de gelo permanente), incluindo alguns que têm causado epidemias em todo o planeta no passado» afirmou um dos autores do estudo, Jean-Michel Claverie.

Os cientistas já tinham conhecimento de duas famílias distintas de vírus gigantes, Megaviridae e Pandoraviridae. A última descoberta vem confirmar a existência de uma terceira. Pithovirus tem cerca de 500 genes, superando o vírus da SIDA e da gripe, ambas com 10, aproximadamente. Contudo, o novo é facilmente superado pelo Pandoravirus, que contém cerca de 2500 genes.