A produção científica portuguesa triplicou em dez anos, segundo dados da Direção-Geral de Estatísticas da Educação e Ciência (DGEEC), que colocam Portugal a meio da tabela dos países europeus.

Entre 2009 e 2013 foram publicados em revistas científicas de referência internacional 54.151 trabalhos com participação portuguesa.

Comparando com a situação vivida uma década antes, a produção nacional triplicou (entre 1999/2003 foram publicados 18.257 artigos), segundo os dados agora divulgados no site da DGEEC.

Este aumento fez com que Portugal se transformasse no segundo país europeu com a maior taxa de crescimento médio anual do número de publicações entre 2001 e 2014 nos 15 estados-membros da União Europeia (Alemanha, Áustria, Bélgica, Dinamarca, Espanha, Finlândia, França, Grécia, Holanda, Irlanda, Itália, Luxemburgo, Portugal, Reino Unido e Suécia).

Apenas o Luxemburgo, com uma taxa de crescimento médio anual de 16%, superou Portugal, que conseguiu um crescimento de 11% em doze anos.

Apesar deste crescimento, Portugal continua a meio da tabela quando se compara o número total de artigos publicados em 2013 por cada um dos 28 estados membros.

Os investigadores do Reino Unido e da Alemanha foram os que mais produziram em 2013 (ambos com quase 100 mil publicações), enquanto em Portugal foram feitas apenas 12.619 publicações.

No entanto, se se comparar os artigos publicados em 2013 com a população do país, a Alemanha surge ao lado de Portugal: Portugal fez 1.203 publicações por cada milhão de habitantes e fica em 11.º lugar, logo a seguir à Alemanha com 1.221 artigos.

Também nesta análise, Portugal registou uma evolução ao longo deste século: em 2001 foram publicados menos de 400 artigos por cada milhão de habitantes e, doze anos depois, já passavam os 1.200.

A Dinamarca com 2.668 publicações, a Suécia, a Holanda e a Finlândia (com pouco mais de dois mil) ocupam os primeiros lugares desta tabela, que termina com a Roménia, Bulgária e Letónia, onde foram publicados pouco mais de trezentos artigos em 2013.

Desde 1990 até 2013, os quatro países que mais colaboraram com Portugal na produção científica foram a Espanha, com quase 15 mil publicações, o Reino Unido (14.825), os Estados Unidos da América (14.782) e a França (11.432).

Com menos de dez mil publicações, surgem a Alemanha, Itália, Brasil, Holanda, Suíça e a Bélgica.