Cientistas encontraram partículas de ADN no meio da Antártida, no Lago Vostok, a 3.300 quilómetros de profundidade de gelo. Esta bolsa de água, selada por uma espessa camada de gelo há pelo menos 15 milhões de anos, parece ter sido palco de vida, segundo os cientistas.

Foram precisos muitos anos (pelo menos uma década deprefurações) para conseguir aceder as profundezas do lago gelado. Porém, em 2012, cientistas e investigadores russos conseguiram. Os testes para analisar a possibilidade de vida no local têm sido frequentes, mas recentemente foram encontradas as provas mais interessantes na reserva de água submersa.

De acordo com o site «geek.com»,que cita a revista «Plos One», foram retiradas amostras de gelo com traços de ADN de mais de 3500 espécies.

Estes fragmentos não permitem que se saiba de que organismos vêm exatamente mas dão origem a algumas conclusões. Sabe-se, por exemplo, que 95 por cento vêm de bactérias e os outros 5 por cento de corpos eucarióticos (células providas de núcleo no interior).

Parte do ADN parece pertencer a pequenos artrópodes (animais invertebrados, que possuem exoesqueleto), moluscos e algumas das espécies de bactérias a uma espécie de peixe. Pode significar que ainda existam peixes algures no lago.

O Lago Vostok é de enormes dimensões e ainda vai demorar até se conseguir provas para testar a existência de seres vivos no local, sendo estas conclusões encorajadoras.