Nos dias de hoje, quase todos os equipamentos estão capacitados para reter algumas informações do seu utilizador - desde os smartphones, aos computadores, e até às televisões. 

Agora, um novo estudo, conduzido por especialistas em segurança e privacidade, concluiu que até a bateria dos smartphones pode ser utilizada para espiar os seus proprietários, ao fornecerem informações confidenciais aos websites por onde aqueles navegaram.

Na prática, o que acontece é que as baterias dos smartphones enviam informações aos websites, por vezes até relativamente à durabilidade restante da bateria, para que aqueles saibam qual a quantidade de energia, digamos assim, que podem consumir daquele acesso.

Esta é mais uma, aparentemente inofensiva, mas dissimulada forma de ceder informações.

O caso de Edward Snowden fez emergir várias questões relativas à privacidade: deve o indivíduo ceder parte da sua privacidade pare se manter mais seguro? Ou será o valor da privacidade superior ao da segurança? 

Até através das formas mais improváveis se obtém surpresas desagradáveis do ponto de vista da segurança", explicou Lukasz Olejnik, segundo o The Independent, autor de uma investigação relacionada com os ciberataques através das baterias. "Por isso, é preciso analisar as novas funcionalidades, padrões, designs, arquiteturas - e produtos, segundo um ângulo de privacidade. Este deve ser um processo cuidadoso que levará ao decréscimo dos incidentes, abusos e surpresas inesperadas", concluiu.

Ainda que muitas pessoas partilhem o argumento da cedência de parte da privacidade pela obtenção de segurança, há determinadas informações que podem ser utilizadas da pior maneira, dependendo de quem tem conhecimento delas. Desde ameaças a ataques na vida real, muito pode acontecer. Mas, atualmente, é cada vez mais difícil manter certas informações confidenciais.