O maior acelerador de partículas do mundo, o LHC, do CERN (Conselho Europeu de Pesquisa Nuclear), iniciou esta quarta-feira uma nova fase de experiências para tentar compreender os mistérios da matéria e do universo, depois de dois anos parado para manutenção e reparação. Nos próximos três anos pretende-se obter dados para compreender os mistérios da matéria, com a potência máxima para a colisão de protões de 13 TeV (trilhões de eletrões-volt), um nível recorde de energia atingido, pela primeira vez, num  teste realizado em maio deste ano.

De acordo com o CERN, "a recuperação da aquisição de dados marcará o início da segunda temporada do LHC e vai criar oportunidades nos territórios ainda não explorados pela física".

A cada segundo ocorrem mais de um bilião de colisões, gerando avalanches de partículas nos detentores.

O LHC confirmou, em 2012, a existência do Bosão de Higgs, também conhecido como 'partícula de Deus', que, para os físicos, é considerada a chave mestra da estrutura fundamental da matéria.

O Grande Colisionador de Hadrões (LHC, na sigla inglesa) do CERN, instituição situada na fronteira franco-suíça e da qual Portugal faz parte, localiza-se num túnel circular de 27 quilómetros, no subsolo.