Por: tvi24 / AR | 15- 9- 2011 17: 40
Uma equipa liderada pelo investigador João Nuno Moreira, do Centro de Neurociências e Biologia Celular (CNBC) da Universidade
de Coimbra, desenvolveu «uma nova estratégia para o combate ao cancro da mama». O avanço científico foi anunciado, esta quinta-feira,
pela instituição.
O estudo, recentemente publicado online na revista «Breast Cancer Research and Treatment» e citado
pela agência Lusa, desenvolve «uma nanopartícula capaz de se associar às células de cancro da mama e às células endoteliais
dos vasos sanguíneos do tumor».
A «nova possibilidade terapêutica» consegue «impedir que o tumor invada outros tecidos»,
explicou à Lusa João Nuno Moreira. O investigador sublinhou que se trata de um meio que «pode ter um impacto muito grande
na recorrência da doença».
«Ao conseguir impedir-se que o tumor invada outras células, reduz-se enormemente a possibilidade
de reincidência», afirmou o especialista, que tem «grande expectativa» em relação ao «potencial terapêutico» desta descoberta.
João Nuno Moreira sublinhou que «o cancro é uma doença com muitas causas e muito complexa» e esta é apenas uma das «várias
frente de ataque» que ela exige. Mas os resultados agora publicados pela equipa que lidera «são um avanço muito significativo
na terapia do cancro da mama», acredita o investigador.
«Esta é uma nova geração de nanopartículas» que, para além
de «um aumento efectivo da eficiência terapêutica» (através da «diminuição da recorrência tumoral») também podem actuar ao
nível da prevenção dos «efeitos secundários associados à quimioterapia», salientou o especialista.
Num modelo animal
do cancro da mama, «o fármaco (doxorrubicina) contido na nanopartúcula atingiu rapidamente e em elevada dose o tumor», disse
João Nuno Moreira.
Desenvolvido desde 2004/05 por uma equipa de nove investigadores ligados ao CNBC, às faculdades
de Farmácia das universidades de Coimbra e de Lisboa, ao Instituto Português de Oncologia de Coimbra e à Faculdade de Medicina
de Lisboa, a nova nanopartícula só deverá reunir as condições para iniciar testes em humanos daqui a cerca de três anos, admitiu
João Nuno Moreira.
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