O buraco na camada de ozono regrediu devido à proibição do uso de compostos químicos como o clorofluorcarboneto, que era utilizado em aerossóis e gases de refrigeração. Um comunicado da agência espacial norte-americana NASA indica que os cientistas obtiveram imagens de satélite que atestam essa diminuição em cerca de 20%, no continente gelado da Antártida, durante o inverno, entre 2005 e 2016.

Os dados, publicados esta quinta-feira na revista científica Geophysical Research Letters, foram obtidos com o Aura, satélite em órbita da Terra que permite analisar a camada de ozono, a qualidade do ar e o clima.

Já em novembro, a NASA tinha indicado que o buraco sobre a Antártida encolheu para o menor tamanho em quase 30 anos, desde 1988

As alterações na espessura da camada de ozono no inverno antártico, que acontece entre julho e meados de setembro, foram registadas diariamente entre 2005 e 2016 e as conclusões foram agora conhecidas.

"Neste período, as temperaturas na Antártida são sempre muito baixas, pelo que a taxa de destruição da camada de ozono depende principalmente da quantidade de cloro existente", afirmou a cientista da NASA Susan Strahan, citada pela agência espacial norte-americana.

Estudos anteriores basearam-se em análises estatísticas das variações no tamanho do buraco de ozono para defenderem que a diminuição da espessura da camada de ozono está a retroceder.

O novo estudo traça a composição química da camada de ozono durante 11 anos para concluir que houve uma regressão na diminuição da sua espessura, e que tal se deveu à proibição do uso de clorofluorcarbonetos, compostos químicos de longa duração que se elevam para a estratosfera, onde são 'partidos' pela radiação ultravioleta do Sol, libertando átomos de cloro que destroem as moléculas de ozono.

A camada de ozono existe na estratosfera, segunda camada da atmosfera, e protege a vida na Terra ao absorver radiação ultravioleta potencialmente nociva.