O diretor executivo (CEO) da Mozilla, empresa conhecida pelo seu navegador informático «Firefox», anunciou, na quinta-feira, a renúncia ao cargo que assumiu há, apenas, duas semanas.

Apesar de Brenden Eich ter sido nomeado para o cargo há pouco tempo, não resistiu à polémica que dava conta que o CEO teria apoiado uma lei contra o casamento gay, na Califórnia.

A companhia foi obrigada a desculpar-se e fê-lo através de um comunicado no blog da empresa.

«A Mozilla orgulha-se de se guiar por padrões diferentes, e nesta última semana, não os conseguimos manter. Sabemos por que as pessoas estão chateadas e irritadas, e têm razão: não fomos fiéis aos nossos princípios», dizia.

«Não agimos como vocês esperavam que a Mozilla agisse. Pedimos desculpa. Precisamos fazer melhor», acrescentou.

Quando o anúncio da nomeação de Eich foi realizado, a 24 de março, várias foram as vozes críticas que se manifestaram nas redes sociais. Desde logo, três funcionários com responsabilidade na empresa apresentaram a demissão. Contudo a empresa alega que estes eventos não estão relacionados.

«Os três membros do conselho terminaram os seus contratos antes de Brendan ter sido publicamente anunciado como CEO», explica o comunicado.

Ainda assim, seria do site de relacionamentos «OkCupid» que viria o maior protesto.

«O novo CEO da Mozilla, Brendan Eich, é um adversário da igualdade de direitos para os casais gays. Preferimos, portanto, que os nossos utilizadores não utilizem software Mozilla para acessar ao «OkCupid»», aconselhava o site a todos os seus utilizadores.

A Mozilla que inicialmente defendeu a candidatura de Brenden Eich foi obrigada posteriormente a desculpar-se.

«Nós falhámos ao ouvir, ao envolver, e ao guiarmos-nos pelos ideais da nossa comunidade», escreveu a executiva Mitchell Baker, no blog.