Em 2135 há uma pequena probabilidade de um asteróide colidir com a Terra, mas os cientistas da agência espacial norte-americana NASA já estão a preparar um plano para que isso não aconteça.

O asteróide, conhecido como Bennu, está atualmente na órbita do Sol, a cerca de 16 mil milhões de quilómetros da Terra. 

O departamento da NASA que estuda esta matéria, a Missão de Mitigação de Asteróides a Hipervelocidades (HAMMER), pode vir a usar uma de duas táticas para travar o impacto.

Se o asteróide for pequeno, o HAMMER vai usar um pêndulo em massa de 9 toneladas para esmagar o objeto. Se o asteróide for muito grande, há a hipótese de se usar um dispositivo nuclear para o fazer explodir.

Há 1 em 2.700 probabilidades de o asteróide atingir a Terra a 21 de setembro de 2135. Mas Brent Barbee, engenheiro aeroespacial da NASA, explicou ao The Post que, apesar da pequena probabilidade, é importante saber solucionar o problema caso ele se torne real.

Estamos a fazer estudos de design para estarmos melhor preparados para lidar com isso", disse o engenheiro aeroespacial.

A NASA tem um Gabinete de Coordenação de Defesa Planetária que tenta detetar asteróides e cometas perigosos perto da órbita da Terra.

"Há mais objetos desses do que muitas pessoas pensam", disse Barbee. Os investigadores detetam cerca de 1.000 novos objetos por ano. 

O mesmo gabinete também apresenta estratégias para desviar ou destruir esses objetos detetados.

A nave espacial OSIRIS-REx da NASA foi em missão para Bennu, durante dois anos. A nave contém instrumentos "que estabelecem a composição do asteróide, incluindo a distribuição dos elementos, minerais e materiais orgânicos".