Com mais de 30 anos, «E.T., O Extraterrestre» é considerado o pior videojogo da história, ainda que fosse o jogo oficial do filme de Steven Spielberg.
 
Foi lançado em 1982 para o Atari 2600. Naquele natal, a Atari esperava bater todos os recordes de videojogos. Só os direitos custaram 25 milhões, o que na altura era uma fortuna, mas as negociações com Spielberg demoraram e, com o natal à porta, o jogo propriamente dito foi feito em apenas um mês e pouco. O design básico só demorou dois dias.
 
No jogo, o utilizador era o próprio E.T. e tinha que encontrar as peças da nave para voltar para casa. Mas o produto foi um verdadeiro fracasso.
 
A Atari ficou com uns 4 milhões (os números variam muito) de cartuchos encalhados nos armazéns e acabou por ir à falência no ano seguinte. Foi tão mau que os cartuchos foram enterrados algures no deserto do Novo México e depois colocaram-lhes betão por cima.
 
A história é tão rocambolesca que se começou a pensar se não passaria de uma enorme lenda urbana. Era assim uma espécie de Roswell dos videojogos: mau demais para ser verdade.
 
No ano passado, foram autorizadas escavações no local e em abril deste ano comprovou-se que havia de facto videojogos enterrados. Foram encontrados não só «E.T.s», como «Space Invaders» e «Centipedes».
 
Agora, a história está retratada num documentário produzido e distribuído pela Microsoft: «Atari: Game Over» é gratuito, mas é um exclusivo Xbox One, Xbox 360 e Xbox Video.
 
Trata-se de um documentário interactivo, onde se podem deixar comentários, que os nossos amigos vêem quando chegam àquela parte do filme. Pode-se ainda ver os comentários do próprio realizador, Zak Penn, cenas cortadas e vídeos dos bastidores, como num DVD ou num BluRay.