Cientistas, da Ohio State University em conjunto com a Universidade de Pequim, observam desde junho a explosão de uma estrela em fim de vida, uma Supernova. Esta é a mais violenta explosão de uma Supernova detetada no Universo, até hoje.

A descoberta, revelada na revista Science, foi feita a partir de um novo sistema, o All Sky Automated Survey for SuperNovae (ASAS-SN), que consegue observar todo o céu, no espaço de dois a três dias. A Supernova foi apelidada de ASASSN-15LH, em homenagem ao serviço que a descobriu apesar de se encontrar a 3,8 mil milhões de anos da Terra.

Uma Supernova é uma explosão rara, de uma estrela em fim de vida, que normalmente liberta um brilho intenso e grandes quantidades de energia. Esta é especial porque é a Supernova mais potente detetada até aqui, segundo a Scientific American, a autoridade para a ciência norte-americana.

“Os astrónomos encontraram a mais poderosa supernova alguma vez vista”, indica o tweet


A explosão é 20 vezes mais brilhante do que todas as estrelas da Via Láctea, 600 mil milhões de vezes mais brilhante do que o Sol e libertou 10 vezes mais energia do que o Sol alguma vez irá libertar, em 10 mil milhões de anos.

Devido aos milhares de milhões de anos de distância da Terra, a explosão não pode ser vista a olho nu.

Retrato fictício feito por um artista, caso a poderosa e super brilhante explosão, ASASSN-15LH, fosse visível de um exo planeta situado a 10 mil anos de luz, da galáxia onde está a Supernova.  A imagem é cortesia da Universidade de Pequim. (Autor: Jin Ma, do Planetário de Pequim)


Os cientistas encontraram também, no interior na explosão, um objeto que ainda não foi identificado. Segundo o professor de astronomia da Ohio State University, Todd Thompson, o estranho objeto pode ser um raro tipo de estrela, chamado millisecond magnetar. Para gerar o brilho registado a magnetar teria de girar mil vezes por segundo sobre ela mesma, para converter com 100% de eficiência toda a energia gerada pela rotação.

Segundo a Ohio State University explicou à CNN, se esta não for uma millisecond magnetar, pode ser energia nuclear incomum, em torno de um massivo buraco negro.