As obras de alargamento do metro de Londres descobriram vários esqueletos que se provou serem de vítimas da grande epidemia de Peste Negra da Idade Média. Os mais antigos têm 660 anos e os cientistas acreditam estar perante um dos cemitérios usados na altura como vala comum.

A descoberta aconteceu durante as escavações para o London Crossrail e os testes de ADN a alguns dos 25 esqueletos confirmaram vestígios da bactéria Yersinia pestis, responsável pela pandemia que ficou conhecida como Morte Negra e afetou toda a Europa, estimando-se que tenha dizimado dois terços da população britânica. Indicam três diferentes fases de enterros na mesma zona: a primeira entre 1348 e 1349, a segunda de 1361 e a terceira entre 1433 e 1435.

O arqueólogo Jay Carver, responsável pelas investigações, diz que a descoberta «resolve um mistério com 660 anos», o da localização desta vala comum, e é «um enorme passo para documentar e perceber a mais devastadora pandemia na Europa».

Uma das teses que esta descoberta alimenta é a de que a peste não se transmitia através de ratos ou moscas, como se acreditava, mas provavelmente o contágio decorria dos espirros e tosse de quem estava infetado.