Um fóssil bem conservado de um crânio, encontrado em Espanha, e outros 70 ossos descobertos no local, estão a ajudar a perceber a história da evolução dos primatas. As ossadas, com 11.6 milhões de anos, pertencem a um mamífero de pequeno porte, que os cientistas afirmam que se assemelharia a um gibão.

“Laia”, ou Pliobates cataloniae, pode ser o elo perdido na evolução dos macacos modernos. O pequeno animal pesaria entre quatro e cinco quilos e, até agora, foi o único fóssil encontrado que tem simultaneamente características dos primatas modernos e dos primitivos.
 

“Não há nenhum primata vivo como Pliobates, que exibe características que se assemelham às dos macacos modernos e outras mais primitivas. Podemos imaginá-lo como um macaco pequeno, como os gibões mais pequenos, com uma aparência parecida com a desta espécie no que toca à aparência do crânio, mas com proporções diferentes: membros e patas menos alongados”, afirmou David Alba, do Instituto de Paleontologia de Barcelona.


Tal como os primatas modernos, a alimentação destes macacos era baseada no consumo de fruta. Contudo, os cientistas acreditam que o animal se movia de maneira diferente dos seus parentes contemporâneos. Pliobates trepava as árvores devagar, semelhante a um primata da espécie lóris.

De acordo com a Reuters, o Pliobates não é, no entanto, um antepassado da espécie humana. A separação genética entre macacos e gibões deu-se há mais de 15 milhões de anos, o que significa que, por causa da sua idade, o Pilobates não faz parte dos nossos antepassados comuns.

Contudo, "Pliobates dá-nos uma ideia de como teria sido esse antepassado comum", garante David Alba.