O gelo flutuante encontrado perto da costa da Antártida diminuiu cerca de 20%, acentuando o desgaste dos baluartes de gelo que sustêm os glaciares antárticos. A descoberta foi publicada num novo estudo reproduzido, esta semana, pelo Wall Street Journal.

O desaparecimento do gelo circundante diminui a proteção dos baluartes provocando um desgaste acentuado nos mesmos. Os baluartes são responsáveis pela sustentação dos glaciares. Caso desapareçam os glaciares podem escorregar em direção ao mar, provocando um rápido aumento do nível da água.

Francisco Paolo, investigador da Universidade da Califórnia, alerta que o desaparecimento de «18% [do gelo] ao longo de 18 anos é uma mudança bastante substancial». Ele, que é um dos autores do estudo, aponta para o facto de este mostrar «não só que o gelo está a derreter, mas também observamos uma aceleração na última década».

Os investigadores chegaram à conclusão que entre 1994 e 2003, as alterações de volume do gelo antártico foram muito poucas mas que, depois disso, as mudanças têm sido cada vez mais abruptas. Segundo os seus cálculos, a este ritmo o gelo antártico não durará mais de 200 anos.