Já não é novidade que muitas aplicações acedem a dados dos consumidores e vendem-nos a outras empresas, como a localização do telemóvel ou a data de nascimento. Mas, desta vez, as violações de privacidade foram tão graves que a Apple decidiu banir 256 apps da App Store.

Aceder a e-mails, obter passwords de várias contas online e, até, entrar em contas bancárias são algumas das possibilidades que os criadores destas aplicações podem ter, assim que o conteúdo é descarregado.

De acordo com a Ars Technica, a recolha de dados é tão discreta que até mesmo os criadores podem desconhecer que esta função existe. Segundo uma investigação da empresa de segurança Source DNA, a informação é diretamente enviada para os criadores de software para permitir que os anúncios surjam nos ecrãs dos telemóveis.

 

“Foi a primeira vez que encontrámos apps na App Store que estão a violar a privacidade dos utilizadores ao colecionar dados privados”, afirmou Nate Lawson, fundador da Source DNA.

De acordo com o The Telegraph, depois da investigação, a Apple respondeu com um comunicado onde admitiu ter encontrado “um grupo de aplicações” que está a "reunir informações privadas, como e-mails e IPs dos dispositivos”.

 

“Estão a violar as nossas políticas de segurança e privacidade e vão ser removidas da App Store."