Especialistas encontraram na App Store do iOS centenas de aplicações que violavam as políticas de privacidade da Apple. Mais de 250 aplicações vão então ser removidas do sistema, por colecionarem informações pessoais dos utilizadores.

Já não é novidade que muitas aplicações acedem a dados dos consumidores e vendem-nos a outras empresas, como a localização do telemóvel ou a data de nascimento. Mas, desta vez, as violações de privacidade foram tão graves que a Apple decidiu banir 256 apps da App Store.

Aceder a e-mails, obter passwords de várias contas online e, até, entrar em contas bancárias são algumas das possibilidades que os criadores destas aplicações podem ter, assim que o conteúdo é descarregado.

De acordo com a Ars Technica, a recolha de dados é tão discreta que até mesmo os criadores podem desconhecer que esta função existe. Segundo uma investigação da empresa de segurança Source DNA, a informação é diretamente enviada para os criadores de software para permitir que os anúncios surjam nos ecrãs dos telemóveis.

 

“Foi a primeira vez que encontrámos apps na App Store que estão a violar a privacidade dos utilizadores ao colecionar dados privados”, afirmou Nate Lawson, fundador da Source DNA.


De acordo com o The Telegraph, depois da investigação, a Apple respondeu com um comunicado onde admitiu ter encontrado “um grupo de aplicações” que está a "reunir informações privadas, como e-mails e IPs dos dispositivos”.
 

“Estão a violar as nossas políticas de segurança e privacidade e vão ser removidas da App Store."