Eram 323 e passam a ser 324, as invenções criadas e patenteadas pelo fundador da Apple, Steve Jobs. Neste caso, tal como aconteceu com o iate Venus que mandou construir com a exigência máxima de ser silencioso, a criação vê a luz do dia, após a sua morte.

Steve Jobs, o génio por detrás do fenómeno que é a multinacional norte-americana de informática e produtos eletrónicos, morreu aos 56 anos, em 2011, vítima de cancro no pâncreas. Desde então, muitos foram os rumores sobre os projetos que o criador da Apple estaria a desenvolver na altura da sua morte.

Agora, o 324º projeto foi revelado. Presume-se que Jobs estivesse a criar o iBoat para o usar no iate Venus, que estava então em construção.

O que é o iBoat?

De forma simples, oO 324º projeto de Jobs, que, segundo se especula, teria sido designado por iBoat, é uma espécie de iPad adaptado à navegação.

De acordo com a informação disponibilizada pela Patently Apple e noticiada pelo jornal espanhol El País, o pedido de registo foi feito em 2013 com a designação 'comando de controlo remoto através de um dispositivo móvel sem fios'.

Trocando por miúdos, tratar-se-á de um tipo de iPad, com o aspeto de um smartphone e ecrã tátil, capaz de controlar e monitorizar embarcações. Conetado ao sistema eletrónico de um barco, permite obter em tempo real dados como a profundidade das águas, a direção do vento, além de dados permanentes sobre o estado do motor.

A patente desvenda ainda, segundo o El País, que com iBoat será possível manobrar o leme do barco, por exemplo, enquanto se apanha sol no convés.

Invento para um barco silencioso

Ainda que o iBoat possa parecer uma invenção algo invulgar para a Apple, admite-se que Steve Jobs o tenha pensado para aplicar no iate com que sonhava.

Passou seis anos a pensar na construção do seu iate, Venus. Morreu antes de vê-lo concluído, depois de ter demorado apenas 15 segundos ao telefone para o encomendar.

Gostaria de me fazer um barco?", foi a pergunta simples que Steve Jobs terá feito a Philippe Starck, segundo este revelou à revista Vanity Fair.

O designer francês aceitou e desvendou também que trabalhou a todo o vapor.

Desenhei-o todo, todo, todo, em hora e meia. Tudo encaixava. Trabalhei de forma extremamente rápida", acrescentou então Starck, revelando as três exigências que Jobs lhe fizera: o barco tinha de medir 82 metros exatos, ter seis camarotes idênticos e, por último o mais importante, ser silencioso.

Steve queria estar seguro de que os jovens podiam estar na proa enquanto ele estava na popa e vice-versa. Estava obcecado com o silêncio. Na sua casa, nem os miúdos faziam barulho, nem o cão, nem a mulher... Nada fazia nenhum ruído, nunca", contou Philippe Starck.

Steve Jobs morreu antes de ver o seu iate zarpar pela primeira vez, o que aconteceu em 2012, no porto holandês de Amesterdão. Terá custado 110 milhões de euros e pertence agora à viúva Laurene Powell.

A morte de Jobs adiou também a concretização do iBoat, agora oficialmente patentado pela Apple. Resta saber se Tim Cook, o atual CEO da empresa, pretende produzir e vender o dispositivo idealizado por Steve Jobs.