O Facebook admitiu que a aplicação da rede social está a consumir mais bateria do que era suposto, mesmo quando não está a ser utilizada. Depois de muitas queixas por parte dos utilizadores, o Facebook abriu uma investigação e detetou duas falhas no sistema responsáveis pela situação.

Centenas de utilizadores, em especial do sistema iOS reportaram o problema, e pressionaram o Facebook a encontrar soluções rapidamente. Já era sabido que a app era a primeira na lista das que gastam mais bateria, mas nunca tinha sido detetado nenhuma falha que pudesse ser solucionada.

O gestor informático da rede social, Ari Grant, lançou um comunicado no Facebook, a alertar para dois erros que estão a ser resolvidos.
 

“O primeiro problema que encontrámos foi com a ‘rotação CPU’ no nosso sistema de codificação. Este mecanismo é como uma criança no carro, que pergunta ‘já chegámos? Já chegámos? Já chegámos?’, uma pergunta da qual não resulta nenhum progresso nem chegada ao destino. Este processo repetitivo faz com que a nossa app use mais bateria do que é pretendido”.


O segundo problema, de acordo com o Facebook, pretende-se com o sistema de áudio e de vídeo, que liga automaticamente e permanece neste estado, mesmo quando já não está a ser usado.
 

“Se o utilizador deixar a aplicação do Facebook ligada depois de ver um vídeo, a sessão áudio, por vezes, mantém-se ligada, como se a app estivesse a tocar música silenciosamente. É semelhante a fechar uma aplicação de música e querer ouvir uma melodia enquanto se faz outras coisas, só que neste caso não foi intencional e nada continuou a tocar”.

 
 

We recently heard reports of some people experiencing battery issues with the Facebook iOS app and have been looking...

Posted by Ari Grant on  Quinta-feira, 22 de Outubro de 2015


Ari Grant informou, contudo, que já foram encontradas soluções para minorar o problema e aconselhou todos os utilizadores a atualizarem as aplicações com o novo sistema, lançado esta sexta-feira. A nova versão “tem alguns progressos que devem começar a melhorar a situação”, mas não foi assegurada uma resolução total.