O jornal satírico «Charlie Hebdo», alvo de um atentado a 7 de janeiro, que provocou a morte a 12 pessoas, incluindo o seu diretor e alguns dos seus mais conhecidos cartoonistas, lançou uma aplicação para o telemóvel que permite ao utilizador comprar o primeiro número publicado depois do ataque.

A publicação francesa, sediada em Paris, não conseguiu responder à elevada procura da edição especial em causa e esta foi uma das formas encontradas para satisfazer os que tanto queriam guardar o jornal que, agora, já faz parte da história.

Mesmo depois de a tiragem ter sido elevada de três para cinco milhões de exemplares, o número, que apresenta na capa um cartoon do profeta Maomé e a frase que se tornou viral «Je Suis Charlie», esgotou mal chegou às bancas.

A aplicação foi desenvolvida pela equipa do jornal «Le Monde» e está disponível para iOS, Android e Widnows. Existe uma versão do jornal em francês e outra em inglês e qualquer uma pode ser adquirida por cerca de três euros.