A frota do Estado integrará 1.200 veículos elétricos até 2020, traduzindo uma poupança estimada de 50 milhões de euros, segundo o programa de mobilidade sustentável para administração pública (Eco-Mob), aprovado esta quinta-feira em Conselho de Ministros.

Após a reunião, o ministro do Ambiente, Jorge Moreira da Silva, garantiu que a administração pública “tem todas as condições para dar o exemplo, ao nível da utilização de transportes”, pelo que cumprirá o programa de mobilidade.


Reduz a fatura do ambiente e não só


O Eco-Mob promove menos uso de viaturas, redução de emissão de CO2, menos consumo de energia, promoção de energias renováveis e redução da fatura energética, resumiu o ministro.

A nível da frota, o Governo quer acabar com a “lógica de vinculação da viatura a uma determinada função ou um determinado serviço” e promover, “no mesmo espaço geográfico, uma partilha” dos transportes.

De forma faseada, serão integrados 1.200 veículos elétricos, numa “substituição de frotas, com poupança assegurada” e promovidos planos de eco-condução.

“Este programa prevê uma poupança de 50 milhões euros até 2020 e permite compatibilizar reduções nas emissões de CO2, promoção das energias renováveis através da mobilidade elétrica e redução da despesa pública”, afirmou o ministro.


Na reunião desta quinta-feira, o Conselho de Ministros aprovou ainda o Quadro Estratégico para a Política Climática, que inclui o comércio de emissões, com dimensão europeia, o plano nacional para as alterações climáticas, a estratégia nacional de adaptação às alterações climáticas para “mitigar a erosão costeira e a degradação dos recursos hídricos”.


Portugal vai chegar à ONU com “o sentimento de dever cumprido


Moreira da Silva referiu que será ainda criada uma comissão interministerial para as alterações climáticas e para o ar e ficaram registadas as metas nacionais para 2020 e 2030, já previstas no Compromisso para o Crescimento Verde.

Portugal tem o objetivo de reduzir as emissões de 30 a 40% em 2030, face aos níveis de 2005, e ter 40% de energias renováveis no consumo final de energia, o que representa 80% de eletricidade renovável.

Segundo o ministro, Portugal vai chegar na segunda-feira à cimeira das Nações Unidas sobre alterações climáticas com “o sentimento de dever cumprido, no que diz respeito à ambição projetada atualmente, mas também assegurando que este papel de referência se projeta para os próximos anos”.