O Facebook está em negociações com a companhia Titan Aerospace para comprar drones, num negócio estimado em 43 milhões de euros, tendo em vista o potencial mercado de utilizadores que não tem acesso à Internet.

A informação avançada pelo site TechCrunch, nesta terça-feira, revela que aqueles aparelhos estão a ser desenvolvidos e serão movidos a energia solar.

A concretização do negócio (e da ideia) permitirá a Mark Zuckerberg alcançar dois terços da humanidade que ainda não estão online.

Os drones da Titan ainda estão em fase de desenvolvimento, contudo, o primeiro modelo, Solara 50, deve ser lançado ainda este ano e será capaz de transportar uma carga de 31,8 quilos. Já o Solara 60, com uma capacidade maior, de 250 quilos, poderá alcançar uma altura de 18.300 e 21.300 metros, muito acima dos aviões comerciais. O Solara 60 fornecerá conectividade a um raio de 29 quilómetros.

Com esta estratégia, o Facebook poderá vir a beneficiar, principalmente, das áreas remotas de África e Ásia, onde vivem os «próximos mil milhões» de utilizadores.

Mas, para tal, o Facebook vai precisar de parceiros que libertem a sua rede, alegando que a estratégia é rentável, por incentivar o uso global das redes móveis. Um argumento que não convence, por exemplo, a Vodafone. «Não faz qualquer sentido, não há nenhuma razão para eu ceder a minha capacidade de rede de forma gratuita», afirmou o CEO Vittorio Colao.

O Facebook vai agora apresentar a sua proposta a empresas na Índia, Nigéria, Indonésia.

E se não chegar a acordo, em cima da mesa pode mesmo estar uma rede própria.