Desde que foi lançada a 6 de julho, a aplicação mais descarregada do último mês tem dado que falar e os temas são diversos. Desta vez, trata-se da questão da propriedade privada que, segundo alguns proprietários, não foi respeitada pelos detentores da empresa Niantic, detentora do jogo Pokémon Go, e que agora enfrenta uma ação judicial.  

Segundo a BBC, um queixoso norte-americano disse que diariamente há jogadores de Pokémon Go na sua propriedade e que pelo menos cinco pessoas lhe batem à porta para caçar criaturas dentro de casa.

A primeira queixa contra a Niantic foi formalizada por outro cidadão norte-americano cuja casa era um “ginásio” destinado a treinar os pokémons.

A BBC avança que a ação judicial acusa o réu de “ter mostrado desrespeito pelas consequências previsíveis de povoar o mundo real com pokémons virtuais sem pedir autorização aos proprietários”.

Importanta recordar que a aplicação criada pela Niantic disponibiliza imagens reais dos locais onde as criaturas se encontram. Os jogadores devem deslocar-se a esses locais físicos designados “Pokestops” e treiná-los nos “ginásios”.

Alguns dos sítios escolhidos pela empresa para acolherem os constituintes do jogo não são os mais apropriados para esse fim: entre esplanadas e jardins estão também museus, igrejas e campos desportivos.

Os responsáveis pela gestão de monumentos importantes já tomaram medidas para acabar com o jogo naqueles locais. O Museu Memorial do Holocausto, nos Estados Unidos, afixou cartazes onde pedia aos visitantes para não jogarem Pokémon Go e o campo de concentração de Auschwitz também baniu o jogo.