A nave espacial Rosetta encontrou crateras gigantes na superfície de um cometa. Um estudo publicado esta quarta-feira afirma que os buracos são tão grandes que poderiam engolir a Grande Pirâmide de Gizé.

Os cientistas suspeitam que, tal como acontece na Terra, as crateras tenham sido produzidas pela colisão de materiais na superfície do cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko.

Segundo a Reuters, alguns buracos têm 200 metros de diâmetro e 180 metros de profundidade. 

Cometas como este são normalmente formados por um amontoado de pedras, astros mais pequenos, material orgânico e gelo, que a gravidade junta.

Ainda é desconhecido o porquê da desintegração da superfície do astro, mas pensa-se que possa estar relacionada o seu aquecimento, enquanto orbita junto so Sol.

Contudo, os cientistas afirmam estar surpreendidos por encontrarem crateras deste tamanho.

“Podemos ver jatos de poeiras a serem projetados de áreas fraturadas, nas paredes das crateras. Estas fraturas significam que estes materiais podem ser aquecidos mais facilmente e, subsequentemente, expelidos para o espaço”, afirmou o cientista Jean-Baptiste Vincent, do Instituto de Pesquisa do Sistema Solar.


A Agência Espacial Europeia estendeu a missão da Rosetta, que deveria ser concluída em dezembro de 2015, até setembro de 2016.