Se julga que as bactérias e os germes estão presentes, sobretudo, nas casas de banho públicas, é melhor pensar duas vezes. Até porque, segundo o microbiólogo da Universidade do Arizona, Charles Gerba, esses lugares estão mais limpos do que se pensa, já que muitas pessoas os desinfetam e limpam com frequência, antes de serem utilizados. 

Por outro lado, há um conjunto de objetos do nosso dia-a-dia que passam totalmente despercebidos e que estão cheios destes seres microscópicos, muitas vezes responsáveis pelas infeções e vírus que atacam o nosso organismo. 

Conheça a lista dos objetos mais contaminados: 

1. Botão do elevador

De acordo com Charles Gerba, os botões dos lugares públicos - nomeadamente dos elevadores, dos semáforos ou dos transportes públicos - contêm um número elevado de bactérias já que são utilizados por um grande número de pessoas. 

2. Máquina de café do escritório

Está a ver aquela zona, no seu local de trabalho, onde pode beber um café e descontrair com os seus colegas? Saiba que esta é também uma área propícia a contaminações. Um estudo realizado na Universidade do Arizona, em 2012, revelou que as máquinas dos cafés, bem como os micro-ondas, habitualmente presentes nestes espaços, contêm um nível elevado de germes, devido à frequência com que são utilizados. 

3. Ementa dos restaurantes 

Pedir o menu ou a carta dos vinhos é algo que todos nós fazemos assim que chegamos a um restaurante ou bar. Gerba, que estuda germes há mais de 40 anos, encontrou uma média de 185 mil bactérias nestes objetos em restaurantes de três estados americanos diferentes. O microbiólogo referiu ainda que este tipo de "livros" podem conter mais bactérias do que os assentos sanitários. 

4. Malas e carteiras 

As malas e carteiras são utilizadas diariamente e são algo que, normalmente, dura vários anos. Estes objetos são, muitas vezes, pousados em cima de mesas de cozinha, balcões de espaços públicos ou até mesmo no chão. Por isso, são facilmente contaminados podendo ainda ser veículo ideal para transmitir bactérias de uns espaços para os outros. 

Quem o diz é a cientista Susheela Biranjia-Hurdoyal depois de, em 2015, ter liderado um estudo científico onde 95% das malas analisadas, tanto de homens como de mulheres, apresentaram um nível bacteriano significativo, sobretudo em carteiras feitas de material sintético. Gerba, por outro lado, focou-se apenas nas carteiras das mulheres e descobriu que um terço delas estava contaminada com substâncias fecais, provavelmente por terem sido deixadas no chão numa casa de banho pública. 

5. Carrinho de compras dos supermercados

Um outro estudo, também realizado por Charles Gerba, mostrou que metade dos carrinhos de compras apresentaram, entre outras, a bactéria Ecoli, que está associada ao material fecal dos animais e dos seres humanos e que pode provocar infeções graves. De acordo com o investigador, a maior parte dos supermercados não desinfeta estes objetos. O microbiólogo e sua equipa encontraram, ainda, vestígios destas bactérias em sacos de pano reutilizáveis.