Entendamo-nos: o novo LG V30 é um belíssimo smartphone. Vem com tudo o que seria de esperar num actual topo de gama, mais os twists que se esperariam da sul-coreana quando está no seu melhor.

Pessoalmente usei durante muito tempo o V10 como câmara de filmar, enquanto foi a melhor solução quase profissional que encontrei num equipamento mobile.

E o V30 parece agora assumir essa faceta de corpo inteiro: passámos a manhã a ouvir falar em "videografia cinemática", e até foram buscar o diretor de fotografia da Guerra dos Tronos, David Franco, para falar da máquina.

Basicamente estamos a falar de uma câmara de 16 megapixeis com uma espantosa abertura de f1.6. Traduzido para o comum dos cidadãos, isso garante qualquer coisa como mais 25% de luz a entrar dentro das lentes (que neste telemóvel são "mesmo" de vidro e não de plástico: a LG chamou-lhe crystal clear) do que acontece com os melhores telefones da actualidade. As duas lentes permitem o efeito "grande angular" que já conhecíamos do LG G6 e dos últimos Huawei.

Há uma série de filtros de vídeo, tipo Instagram, para quem estiver naquela de fazer logo um videozinho "tipo film noir, thriller, "melodrama", ou o diabo a quatro. E em cima disso, o completíssimo modo manual que já conhecíamos e nos deixa definir o equilíbrio de brancos, o ISO, a abertura, por aí fora - mas que desta vez tem uma espécie de assistente (o Graphy), que nos avisa de que para conseguirmos "aquele" efeito precisamos de mexer no obturador ou no ISO. Para quem como eu percebe pouco da técnica concreta, é como ter um amigo fotógrafo ali ao lado.

Há outra ceninha geek que é o Point-Click: clica-se em qualquer sítio da imagem, e a imagem zooma até lá. Ou seja, o zoom não usa necessariamente o centro da imagem como referência. Permite alguns efeitos mais dramáticos, é giro... mas na verdade não passa de uma curiosidade porque o zoom é digital, não é óptico, e portanto é como fazermos o mesmo no Photoshop: implica sempre uma degradação da imagem, porque estamos só a "engordar" os pixeis que já lá estavam, não é a lente que está a chegar mais "perto".

O resto é o som Hi-Fi de 32 bits, personalizável com uma carrada de presets e filtros digitais e uma ajudinha da nova parceria com a Bang & Olufsen.

É uma máquina de 6 polegadas mas mais estreitinha do que habitual, maneirinha, quase sem moldura, na linha do que vimos no G6 e nos últimos telemóveis da Samsung, com um ecrã OLED 2880x1440. O modelo de base vem com 4GB de RAM e 64 de armazenamento (o V30 Plus há-de reforçar esses specs). Todo este power é alimentado por um Smartdragon 835 e uma bateria de carregamento rápido e sem-fios de 3300mA/hora.

E é à prova de água e de pó (IP68, claro). Datas, ainda não há. Preços... também não. Mas barato não há de ser. Ainda assim, para fazer frente à concorrência, há de estar abaixo dos 850€.