É o maior telescópio do mundo. Com 500 metros de diâmetro, o equivalente a 30 campos de futebol, o telescópio chinês FAST foi criado para detetar sinais de rádio com origem em planetas longínquos. Uma tecnologia que representa um passo de gigante na busca por vida extraterrestre.

O telescópio vai começar a funcionar no domingo, 25 de setembro, cerca de cinco anos depois do início do seu projeto de construção e tornar-se, assim, no maior do mundo. Até agora, o maior telescópio do mundo era o Radiotelescópio de Arecibo, em Porto Rico, com cerca de 300 metros diâmetro.

A sua construção terminou em julho e custou cerca de 180 milhões de dólares, qualquer coisa como 161 milhões de euros.

Encontrar a localização certa foi um dos maiores desafios do projeto. O local escolhido, na província de Guizhou, sudoeste da China, apresenta condições privilegiadas. Trata-se de um vale rodeado por montanhas a toda a volta que protegem o telescópio de perturbações magnéticas.

O FAST vai dar um novo fôlego à busca por vida extraterrestre. O telescópio será capaz de ir mais longe e de forma mais rápida do que todas as investigações anteriores, como explicou Douglas Vakoch, o presidente do METI International - uma organização dedicada à deteção de sinais extraterrestres -, em declarações à CNN. 

“O último telescópio chinês será capaz de ir mais longe e mais rápido do que todas as anteriores buscas por inteligência extraterrestre”, afirmou Douglas Vakoch.

O programa espacial da China já se tornou numa das prioridades do governo. Em 2018, a China pretende lançar um "módulo central" para sua primeira estação espacial.