A selfie internacional mais conhecida é a de  Ellen Degeneres, na cerimónia dos Óscares, em Hollywood, nos EUA. A fotografia da apresentadora norte-americana foi a publicação mais partilhada no Twitter (500 milhões de vezes), informação fornecida pela própria rede social no início do mês de dezembro.

 

«A audiência de fotografias está a crescer exponencialmente graças à internet e aos smartphones. As fotografias viajam muito rápido por diferentes plataformas, atingindo milhões de pessoas numa questão de segundos. Isso ficou evidente na fotografia de Ellen DeGeneres», lia-se na revista TIME de dezembro.

 

Poucas semanas depois da fotografia dos Óscares fazer sucesso, o apresentador Jimmy Kimmel decidiu conceber algo do género e tirou uma selfie com o antigo presidente Bill Clinton, a mulher, Hillary Clinton e a filha, Chelsea Clinton. O apresentador do programa «Jimmy Kimmel Live» fê-lo depois de uma entrevista com a família Clinton.

 

Ainda no universo dos apresentadores de televisão, também Oprah Winfrey decidiu juntar-se ao fenómeno fotográfico e, em fevereiro, tirou a sua primeira selfie com o ator britânico Idris Elba.

Outra imagem que merece destaque é a fotografia em que o Papa Francisco participa. Apesar de não ter sido a primeira, o Sumo Pontífice tirou uma selfie com jovens asiáticos no Santuário Solmoe, em Dangjin, na Coreia do Sul.

 

O Mundial de Futebol foi dos eventos mais falados no Twitter e as selfies estiveram fortemente presentes. A fotografia tirada pelo jogador alemão Lukas Podolski com a chanceler Angela Merkel, durante a celebração do título mundial, foi uma das mais populares da rede social com mais de 600 milhões de partilhas.

Mas a chanceler alemã não foi a única personalidade política a aderir ao fenómeno. Também a rainha Isabel, do Reino Unido, apareceu a sorrir numa fotografia de duas jogadoras de hockey australianas, Jayde Taylor e Brooke Peris.

Além da selfie real, também houve uma presidencial com Barack Obama, presidente dos EUA, e Joe Biden, vice-presidente, sentados numa limusina. Na legenda da fotografia, partilhada no Instagram da Casa Branca, lê-se «pals», ou seja, companheiros.

Por cá, o presidente português,  Aníbal Cavaco Silva, tirou uma selfie que sucesso instantâneo nas redes sociais porque o fez ao lado da Seleção Nacional Portuguesa.

 

No entanto, Cavaco não foi o único português a aderir às famosas selfies, pois António José Seguro, líder do PS, publicou uma fotografia em que surge também Francisco Assis, António Costa e Martin Schulz. A acompanhar a publicação, o líder do PS escreveu: «Recordação da visita de Martin Schulz. #Mudança».

A propósito de fotografias em que se reúnem personalidades muito faladas, outra delas é a de um brasileiro que conseguiu juntar o advogado Glenn Greenwald e Edward Snowden, o ex-funcionário da CIA. A selfie coloca Glenn Greenwald, que divulgou as informações sobre os programas de vigilância global dos EUA, ao lado de quem forneceu os documentos: Edward Snowden.

 

Além dessas fotografias, surgem outras que causam controvérsia. É o caso da rapariga que tirou uma selfie no campo de concentração de Auschwitz, a sorrir. Mais tarde, Breanna Mitchell viu-se obrigada a explicar que a sua felicidade se devia ao facto de ter estudado a história do Holocausto com o pai, que faleceu antes que pudessem visitar esse local histórico.

Outra selfie que deu muito que falar foi a de George Kourounis, que resolveu mostrar o seu trabalho diário aos seguidores no twitter, publicando uma selfie num vulcão em erupção.

Mas afinal como é que surgiu este fenómeno? As atrizes Susan Sarandon e Geena Davis afirmam que foram elas a inventar a selfie. O filme «Thelma e Louise», interpretador pelas duas mulheres, mostra como é que tudo começou.