As notícias falsas espalharam-se com maior rapidez e de forma mais abrangente no Twitter, entre 2006 e 2017, do que as notícias verdadeiras.

A informação verdadeira demora seis vezes mais a alcançar 1500 pessoas do que a informação falsa.

A conclusão é do maior estudo já realizado sobre a propagação de notícias falsas na internet, publicado esta quinta-feira na revista Science.

Em caso de grandes acontecimentos, como atentados e catástrofes, a informação falsa aumenta. Mas são as notícias sobre política que mais sucesso fazem entre os internautas.

Outra conclusão do mesmo estudo é que, ao contrário do que se pensava, os bots tanto aceleram a disseminação de informações falsas como de verdadeiras. Isto mostra que são as pessoas quem partilha mais a informação errada e não os "robôs da internet".

"Os bots podem iniciar a divulgação, mas, à medida que se torna visível, são os seres humanos que desempenham um papel importante na transição", afirmou Axel Bruns, professor do Centro de Pesquisa em Mídia Digital da Universidade da Tecnologia de Queensland.

Também Soroush Vosoughi do Instituto de Tcnologia do Massachusetts disse "Nós não estamos a dizer que os bots não tiveram uma parte de responsabilidade na propagação de notícias, mas os bots não podem explicar tudo".