A Lua tapou esta sexta-feira, durante duas horas, parte do Sol, em Portugal, fenómeno que foi observado em segurança em vários pontos do país quando as nuvens, previstas pela meteorologia, ajudaram.



No transmissão em direto no Youtube das das Ilhas Faroé foi possível ver todo o eclipse. 

Já  em Lisboa o eclipse foi assim:


(clique na imagem para ver o vídeo)

O eclipse solar no Porto:




O eclipse parcial, que foi total na região do Ártico e no extremo norte do Atlântico, começou em Portugal pelas 08:00 (hora de Lisboa) e terminou pelas 10:00, com o pico a ocorrer pelas 09:00. (veja aqui)

6 factos sobre o eclipse do sol de sexta-feira

 Dia de equinócio, eclipse e superlua

O arquipélago dos Açores é foi a região do país onde o Sol esteve mais tapado pela Lua, ao contrário da Madeira, onde a dimensão do eclipse foi menor.

As previsões meteorológicas apontavam céu nublado, com «abertas», para a generalidade do território nacional.

Um eclipse solar só acontece quando o Sol, a Terra e a Lua, na fase de Lua Nova, estão alinhados. A Lua, satélite natural da Terra, interpõe-se entre o seu planeta e o Sol, tapando total ou parcialmente a luz solar.

O eclipse é parcial em Portugal, como noutros países europeus e do Norte de África, porque está na penumbra (parte menos escura do cone de sombra projetado pela Lua na superfície da Terra).

O fenómeno de hoje aconteceu no dia em que começa a primavera no Hemisfério Norte. O equinócio da primavera é às 22:45 (hora de Lisboa). A estação prolonga-se por 92,75 dias, até ao próximo solstício, de verão, que ocorre a 21 de junho, às 17:38.

O eclipse pode ser observado através de telescópios protegidos com filtros nos observatórios astronómicos de Lisboa, Coimbra e de Santana (Açores), nos planetários de Lisboa e Porto e nos centros Ciência Viva de Constância e Aveiro, entre outros sítios.

O fenómeno, que se repete a cada período de aproximadamente 18 anos e 11 dias, não deve ser observado diretamente sem filtros solares oculares devido ao risco de lesões irreversíveis nos olhos, como a cegueira, como alerta a Lusa.