Este é assumidamente um brinquedo. Todos conhecemos a Meccano dos jogos de construções da nossa infância ­desde 1901, pelo menos, quando a empresa foi fundada. Só que, nos tempos que correm, as porcas e os parafusos já sabem a pouco.

 A última experiência da Mecanno é um robot para se construir em casa, e é compatível com os telemóveis e tablets da criançada de agora.

Consegue ler os nossos movimentos (um bocadinho como o Kinect), e ouvir-­nos, e depois imitar-­nos. É tão fácil de programar como isso. Este robot aponta para os miúdos entre os 5 e os 14 anos. O kit básico tem uma cabeça, uns braços e uns pés motorizados (dois motores e oito servofreios) e olhos de LEDs, com 500 cores à escolha, e podemos usar todas as peças antigas. Ou seja, as possibilidades de o construir e reconstruir são potencialmente ilimitadas.

Fala connosco (vem com uma centena de ordens faladas e pode aprender mais algumas), conta piadas, sabe jogos, decora nomes e datas de aniversário, aprende com o ambiente que o rodeia e a forma como lidamos com ele.

Mas sobretudo, tenta ser aquilo que a Meccano era na origem: um brinquedo educativo, que introduzia as crianças a princípios básicos de engenharia, que as ensinava a resolver problemas, e a terem algum jeitinho de mãos.

A Mecanno tem andado de mão em mão nos últimos anos, sempre a mudar de dono. Pode ser que a robótica lhe devolva pelo menos mais alguma estabilidade.

Vai estar á venda lá para agosto, por qualquer coisa na ordem dos 350 euros.