Depois de divlgados os dados de 37 milhões de utilizadores do site de infidelidades, Ashley Madison, podia pensar-se que já se sabia tudo. Mas não. Afinal, o site dos segredos escondia mais um, inclusive dos próprios utilizadores: muitas das mulheres nem sequer existiam.

Ou seja, de acordo com o Gizmodo, os homens estavam a pagar por uma fantasia e não para ter encontros extra-conjugais online. A disparidade de géneros dos utilizadores do site gerou a desconfiança: dos 37 milhões de utilizadores, apenas 5,5 milhões dos perfis pertenciam a mulheres.

Uma investigação de Annalee Newitz cruza uma série de dados e chega à conclusão de que a maioria dos perfis era falso, correspondedo a imagens de mulheres geradas por computador. Mais de 70.000 mil casos, pelas contas do Gizmodo. Por exemplo, 20 milhões de homens abriram a caixa de email pelo menos uma vez, ao passo que só 1492 verificaram a conta uma vez.

A nova administração do site de infidelidades já pediu desculpa, em entrevista à Reuters. Mas este é um revés para quem queria relançar a marca.

O escândalo rebentou em 2015, quando foram despejados na Internet cerca de 9,7 gigabytes relativos a mais de 32 milhões de utilizadores. Em Portugal, existiam 120 mil membros do website.