O Twitter tinha pelo menos 46 mil contas de apoiantes do autoproclamado Estado Islâmico no final do ano passado, anunciou a Brookings Institution, salientando que nem todas estava ativas ao mesmo tempo.

«De setembro a dezembro de 2014, os autores estimam que pelo menos 46 mil contas do Twitter foram usadas por apoiantes do Estado Islâmico, embora nem todas tenham estado ativas simultaneamente», lê-se no relatório, citado pela AFP.

O relatório, apoiado pela Google Ideas e divulgado pelo think tank norte-americano, é assinado por JM Berger e Jonathon Morgan, que salientam que, apesar de muitas contas terem sido desativadas pelos gestores da conhecida rede social, os números são ainda bastante altos, e cobrem apenas uma pequena parte da rede do EI.

«As anteriores análises feitas ao Twitter do EI ficaram-se por segmentos limitados da rede total», escreveram os autores, que, através da localização da emissão das mensagens, concluem que o maior número de seguidores do EI que usam o Twitter está na Arábia Saudita, seguido da Síria, Iraque e Estados Unidos.

Quase um em cada cinco dos apoiantes enviou mensagens em inglês, com três quartos a escreverem em árabe.

O cancelamento de contas do Twitter de apoiantes do EI já levou estes militantes a ameaçarem o fundador da rede social, Jack Dorsey, colocando num site islâmico uma imagem com a sua fotografia e uma mira de espingarda com uma mensagem em árabe:
 

«Começaste esta guerra falhada, e avisámos-te desde que o princípio que esta guerra não é tua! Mas tua não percebeste. Fechaste as nossas contas e nos rapidamente regressámos, mas quando os nossos leões solitário fecharem a tua respiração não haverá regresso».